“Uma poesia
Que começa feito neblina:
Aos poucos, vazia.
Nasceu nos lábios
Tão doces e quentes.
Guardou-se nos laços
Que ele trouxe no olhar
Castanho, e profundo
Feito o amar.
Uma poesia
Que começou no toque.
Feito maré, maresia
Das suas mãos nas minhas.
Tão amarga e fria
Feito a noite com brisa.
Uma poesia
Que começou no abraço
Caloroso que me concedia.
O fechar do compasso
E o prazer da vida.
Uma poesia
Que morreu na arrebentação,
Acabou na linha
Torta, sem coloração.
Morreu na junção
Dos nossos dizeres.”
Que começa feito neblina:
Aos poucos, vazia.
Nasceu nos lábios
Tão doces e quentes.
Guardou-se nos laços
Que ele trouxe no olhar
Castanho, e profundo
Feito o amar.
Uma poesia
Que começou no toque.
Feito maré, maresia
Das suas mãos nas minhas.
Tão amarga e fria
Feito a noite com brisa.
Uma poesia
Que começou no abraço
Caloroso que me concedia.
O fechar do compasso
E o prazer da vida.
Uma poesia
Que morreu na arrebentação,
Acabou na linha
Torta, sem coloração.
Morreu na junção
Dos nossos dizeres.”




